Antes do Pensar Cadu Lemos MMXXVI

Antes do Pensar

por Cadu Lemos

Escrevo sobre a fronteira onde o eu se dissolve e o que permanece quando o pensamento se aquieta.

Role
O ego não precisa ser combatido. Ele se dissolve quando para de ser levado tão a sério. — Cadu Lemos

Livros, palestras,
workshops e retiros.Sempre a mesma pergunta.

Cada livro desce um degrau a mais na mesma escada. Consciência, presença, dissolução do observador, a forma como os grupos se organizam em torno da falta. Não há conclusão porque a pergunta não se fecha.

Capa de Antes do Pensar, de Cadu Lemos

Antes do Pensar

Publicado · Editora 45

Consciência e estado de flow como caminho para criar com leveza e autenticidade. Um livro sobre o que acontece antes da palavra, antes da decisão, antes da forma.

Amazon
Capa de A Fronteira Interior, de Cadu Lemos

A Fronteira
Interior

Em breve

Onde o eu termina — e jamais começou. A ilusão da separação no cotidiano. Um ensaio sobre os momentos em que a linha que nos separa do mundo se mostra pelo que é: desenhada, não encontrada.

Lançamento em preparação
Capa de A Corporação Tribal, de Cadu Lemos

A Corporação
Tribal

Publicado

Um olhar antropológico sobre a vida corporativa: os ritos, as máscaras, as hierarquias não ditas, o modo como grupos inteiros se organizam em torno daquilo que não podem dizer.

Amazon
Capa de A Dobra, romance de Cadu Lemos

A Dobra

Romance · Uma falha na realidade

O Brasil às vésperas de um colapso que ninguém nomeia, atravessado pela dissolução silenciosa de um homem que começa a perder a nitidez de onde termina. Influências declaradas: Cormac McCarthy, László Krasznahorkai.

No Psiconauta
Você já viveu um momento em que o tempo parou?
— Pergunta que abre toda palestra

Ponto Cegocriar para se ver

O que você fotografa e o que você escreve revelam quem você deixa de ser no instante em que a obra acontece. Cadu Lemos

Criadores técnicos, escritores experientes, fotógrafos com anos de prática — todos carregam uma pergunta silenciosa: quem cria?

Saber mais sobre o programa
Máquina de escrever, câmera analógica e iPhone — as ferramentas do Ponto Cego

O Psiconauta

Ensaios quinzenais sobre não-dualidade, estado de flow e a geografia íntima da atenção. Textos curtos, sem promessa de transformação — apenas observação cuidadosa do que já está aqui.

opsiconauta.com.br · uma carta a cada quinze dias

Cadu Lemos no ato de escrever, com máquina de escrever

Escrevo de manhã.
O resto do dia passa por mim.

Começo às cinco e meia. A luz ainda é azul e os cachorros ainda dormem. Uso uma máquina de escrever antiga para os primeiros rascunhos porque ela não permite voltar. O erro fica na página e me obriga a seguir. Depois passo para a tela, onde o texto aprende a se corrigir.

Antes da escrita houve outras vidas. Locutor e DJ no circuito do rock de Brasília nos anos oitenta, trabalhei em agências de publicidade, no mercado financeiro, abri empresas. Nenhuma dessas experiências aparece explicitamente nos livros, mas todas deixaram uma gramática própria: o ritmo que vem do rádio, a concisão que vem da propaganda, a disciplina do risco que vem do mercado.

O que me interessa hoje é o que acontece antes do pensamento se organizar em palavra — quem ou o que está criando? Os temas da não-dualidade, da consciência não local e do estado de flow me fascinam há anos. Procuro devolver o efeito transformador que tiveram sobre mim através dos meus textos, palestras, retiros e mentorias.